Agricultura biológica - uma análise desse sistema de produção
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Resumo
A Agricultura Biológica, também conhecida como agricultura orgânica ou agroecológica, tem apresentado crescimento exponencial no Brasil e no mundo nas últimas duas décadas. Esse sistema de produção baseia-se na exclusão deliberada de agrotóxicos sintéticos, fertilizantes químicos solúveis e organismos geneticamente modificados, priorizando o uso de insumos de origem natural e o manejo ecológico do solo, das pragas e das doenças. Tal modelo busca não apenas a produção de alimentos mais saudáveis, mas também a conservação da biodiversidade, a melhoria da fertilidade do solo a longo prazo e a redução da contaminação de lençóis freáticos e cursos d’água. No Brasil, o aumento da demanda por produtos biológicos no varejo reflete tanto a maior conscientização dos consumidores urbanos sobre saúde e sustentabilidade quanto a organização de feiras, cooperativas e certificadoras participativas. Autores brasileiros como Gliessman (adaptado por Altieri & Nicholls, 2018), Albuquerque (2019), Petersen (2021) e Souza et al. (2022) destacam que a transição para o sistema biológico exige conhecimento intensivo, manejo integrado e, muitas vezes, a recuperação de práticas tradicionais indígenas e camponesas, o que reforça a dimensão sociocultural da agroecologia. Apesar dos desafios, como menor produtividade inicial, maior demanda de mão de obra e custo elevado de certificação –, a Agricultura Biológica demonstra ser viável economicamente quando associada a canais curtos de comercialização e políticas públicas de incentivo. Assim, este artigo analisa os princípios técnico-científicos, os impactos socioambientais e as perspectivas de expansão desse modelo produtivo no contexto brasileiro atual.
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